No dia 19 de janeiro, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Bragança recebeu o Encontro Intermédio do Projeto ICCO, que reuniu os representantes de Portugal e Espanha para discutir os desafios e as oportunidades do comércio tradicional transfronteiriço. Organizado pela DECO, o encontro convidou à reflexão conjunta e permitiu a apresentação dos desenvolvimentos mais recentes do projeto, bem como o alinhamento estratégico das ações para 2026.
O projeto ICCO – Rede Transfronteiriça de Inovação e Competitividade para o Comércio Tradicional, visa modernizar e tornar mais competitivo o comércio local nos municípios de Bragança, Vila Real, Valladolid e Zamora, que enfrentam risco de despovoamento. Esta iniciativa aposta na adaptação das lojas às novas exigências do mercado, utilizando ferramentas inovadoras e dados da neurociência, para compreender melhor o comportamento e as necessidades dos consumidores.
Foram discutidos os resultados da análise de diversos estabelecimentos comerciais, evidenciando a influência que a organização da loja, iluminação e disposição dos produtos, têm na atenção, na ligação emocional e na fidelização dos clientes. Observou-se ainda que, enquanto em Espanha muitas lojas já oferecem experiências de compra mais envolventes, em Portugal ainda há espaço para otimizar, sobretudo na personalização do atendimento e no impacto visual dos espaços.
Este encontro foi também marcado pela apresentação do Manual de Boas Práticas do Comércio Local, um documento prático que servirá de base à definição de planos de ação nos estabelecimentos participantes.
O evento reforçou a importância da cooperação institucional e territorial, reunindo os sete parceiros do projeto: a Universidade de Valladolid, a Câmara de Comércio de Valladolid, a Câmara de Comércio de Zamora, a NERVIR – Associação Empresarial, a NERBA – Associação Empresarial do Distrito de Bragança, o Instituto Politécnico de Bragança e a DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor.
O encontro terminou com a confirmação de que todas as partilhas e contributos serão essenciais para orientar as ações futuras do ICCO, demonstrando que a revitalização do comércio tradicional assenta na inovação e na valorização da experiência do consumidor, potenciando o crescimento das comunidades locais.